terça-feira, 12 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Palavras de um Poeta.
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?
Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.
Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?
Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.
Mário Quintana
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sábias palavras...
Tem que existir as dificudades que é pra se vencer!
[E realmente, tudo na bandeija... é sujeito não darmos o real valor às coisas!]
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Simples e encantadora.
As fotos foram tiradas por meu Pai. Não é puxando saco, mas ele é um ótimo fotografo ;]!
| Jitirana(orvalho) - por Sinésio Filho(Papai) |
| Jitirana - por Sinésio Filho(Papai) |
É uma flor chamada Jitirana que dá na época em que o tempo esta bom para se plantar. Ela aparece no meio do mato em grandes quantidades e fica parecendo um lençol de flores.
Ela é encantadoramente simples. A cor azul celeste com o centro amarelado, e se prestar bem a atenção, você vai ver uma forma parecida com uma estrela de cinco pontas, unindo as cinco petalas. É como um lindo céu em um dia ensolarado!
Ela é encantadoramente simples. A cor azul celeste com o centro amarelado, e se prestar bem a atenção, você vai ver uma forma parecida com uma estrela de cinco pontas, unindo as cinco petalas. É como um lindo céu em um dia ensolarado!
As fotos foram tiradas por meu Pai. Não é puxando saco, mas ele é um ótimo fotografo ;]!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Observações
Observar é uma característica que todo ser humano tem consigo. Mas eu me pergunto "até que ponto conseguimos ter uma observação clara das coisas, sem dar nem um vacilo?" ou por outra "Como observar as coisas com precisão?".
Me pergunto isso porque as vezes me encontro em situação que gostaria muito de ter uma conclusão clara, para eu poder agir conforme o situação. Mas não, entro numa inercia que chega a me deixar preocupado. Coisas acontecem, eu observo, fico na dúvida, observo mais um pouco, a interpretação muda, mas, continua a dúvida.
Seria tão melhor se eu pudesse ser sempre sincero com as pessoas, mas sem que estas se assustassem. E a reciprocidade também seria bem vinda por mim.
Evitava transtornos, interpretações erradas, conclusões irrelevantes, pensamentos errados e atitudes de nível semelhante.
Observações (tsc tsc)... é um exercício da consciência.
Me pergunto isso porque as vezes me encontro em situação que gostaria muito de ter uma conclusão clara, para eu poder agir conforme o situação. Mas não, entro numa inercia que chega a me deixar preocupado. Coisas acontecem, eu observo, fico na dúvida, observo mais um pouco, a interpretação muda, mas, continua a dúvida.
Seria tão melhor se eu pudesse ser sempre sincero com as pessoas, mas sem que estas se assustassem. E a reciprocidade também seria bem vinda por mim.
Evitava transtornos, interpretações erradas, conclusões irrelevantes, pensamentos errados e atitudes de nível semelhante.
Observações (tsc tsc)... é um exercício da consciência.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Água Viva - Raul Seixas
Eu conheço bem a fonte
Que desce aquele monte
Ainda que seja de noite
Nessa fonte está escondida
O segredo dessa vida
Ainda que seja de noite
"Êta" fonte mais estranha,
que desce pela montanha
Ainda que seja de noite.
Sei que não podia ser mais bela
Que os céus e a terra, bebem dela
Ainda que seja de noite
Sei que são caudalosas as correntes
Que regam os céus, infernos
Regam gentes
Ainda que seja de noite
Aqui se está chamando as criaturas
Que desta água se fartam mesmo
às escuras
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite...
Eu conheço bem a fonte
Que desce daquele monte
Ainda que seja de noite
Porque ainda é de noite!
No dia claro dessa noite!
Porque ainda é de noite!
Que desce aquele monte
Ainda que seja de noite
Nessa fonte está escondida
O segredo dessa vida
Ainda que seja de noite
"Êta" fonte mais estranha,
que desce pela montanha
Ainda que seja de noite.
Sei que não podia ser mais bela
Que os céus e a terra, bebem dela
Ainda que seja de noite
Sei que são caudalosas as correntes
Que regam os céus, infernos
Regam gentes
Ainda que seja de noite
Aqui se está chamando as criaturas
Que desta água se fartam mesmo
às escuras
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite...
Eu conheço bem a fonte
Que desce daquele monte
Ainda que seja de noite
Porque ainda é de noite!
No dia claro dessa noite!
Porque ainda é de noite!
No dia claro dessa noite!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
São Flores...
Que caem do céu em bençãos
Que enchem a lua
Que transmite a boa energia do universo.
São Flores...
O rosto sorridente das pessoas
Que se apróximam de um jardim Real, de uma fonte
Que são regados com torrentes de flores
Que caem do céu.
São Flores...
Os abraços cativantes
E os pensamentos positivos
Que iluminam o Reino do coração
Que limpa o caminho dos sentimentos
Que nos fazem Viver Bem.
São Flores!
São Flores!
Que caem do Céu
E que fazem florecer o Amor no Coração do Todos!
Que enchem a lua
Que transmite a boa energia do universo.
São Flores...
O rosto sorridente das pessoas
Que se apróximam de um jardim Real, de uma fonte
Que são regados com torrentes de flores
Que caem do céu.
São Flores...
Os abraços cativantes
E os pensamentos positivos
Que iluminam o Reino do coração
Que limpa o caminho dos sentimentos
Que nos fazem Viver Bem.
São Flores!
São Flores!
Que caem do Céu
E que fazem florecer o Amor no Coração do Todos!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Uma Manifestação
E a Natureza se apresenta mesmo diante daquilo que não tem sentido. A Natureza eleva seus simples traços a um grau de beleza tão intenso a ponto de prender a atenção até de quem não está em harmonia com Ela.
O simples piar de um breve canto de um pássaro regozijando em seu lar, ou quem sabe esperançoso, imaginando um dia estar de volta ao seu verdadeiro lar. Observando e louvando o que há da humilde e tão generosa Natureza. Sendo acariciado pelo leve sopro de brisa que se eleva nas primeiras horas da manhã. Um vento frio e suave, que caminha paciente sem destino certo, levando a todos a mensagem, que a Natureza é viva.
Ela mostra que mesmo diante de mau-trato humano essa encantadora e Poderosa Força Natural ainda é viva. Viva para nos servir, porque é Superior. “Que bela generosidade! Dotada de uma humildade que às vezes impressiona minha capacidade!”.
Quão pequeno somos diante dessa imensidão. Diante desse mar somos apenas gotas, que por conveniência nos completamos. E permanecemos vivos graças a isto. Graças a essa Força Natural que regi e move tudo quanto há. Graças a Ela que tudo vive, que a essência de tudo não esta perdida, apenas escondida dos olhos daqueles que insistem em não ver. É viver para conhecer, vendo o Sol irradiar sua luz para tudo e todos. Vendo o ocaso permanecendo e estabelecendo essa Grandiosa Manifestação Natural.
O simples piar de um breve canto de um pássaro regozijando em seu lar, ou quem sabe esperançoso, imaginando um dia estar de volta ao seu verdadeiro lar. Observando e louvando o que há da humilde e tão generosa Natureza. Sendo acariciado pelo leve sopro de brisa que se eleva nas primeiras horas da manhã. Um vento frio e suave, que caminha paciente sem destino certo, levando a todos a mensagem, que a Natureza é viva.
Ela mostra que mesmo diante de mau-trato humano essa encantadora e Poderosa Força Natural ainda é viva. Viva para nos servir, porque é Superior. “Que bela generosidade! Dotada de uma humildade que às vezes impressiona minha capacidade!”.
Quão pequeno somos diante dessa imensidão. Diante desse mar somos apenas gotas, que por conveniência nos completamos. E permanecemos vivos graças a isto. Graças a essa Força Natural que regi e move tudo quanto há. Graças a Ela que tudo vive, que a essência de tudo não esta perdida, apenas escondida dos olhos daqueles que insistem em não ver. É viver para conhecer, vendo o Sol irradiar sua luz para tudo e todos. Vendo o ocaso permanecendo e estabelecendo essa Grandiosa Manifestação Natural.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Lembranças na memória são como estrelas no firmamento...
... Nem sempre as olho, mas sei que lá sempre estão, belas e cintilantes Estrelas nunca somem do firmamento assim como boas lembranças não se apagam da memória.
Belas são as estrelas no firmamento da memória.
Belas são as estrelas no firmamento da memória.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O tempo que leva. Que ensina. Que aprende. Que acolhe.
Com o tempo pessoas que trouxeram momentos com alguns sorrisos para/comigo ficaram para trás. Seguiram outros caminhos e não nos encontramos mais.
Algumas destas me fizeram falta. Outras me fizeram muitas saudades. Mas depois passou. Como um daqueles ventos ligeiros das manhãs cinzentas dos Domingos. Passou como uma noite de sábado em casa devorando livros e saboreando o aconchego dos lençóis da cama e escutando o vento soprando as folhas das árvores pelo chão lá fora, na rua escura.Sabe, elas se foram, mas suas imagens, bem feitas, na minha memória ficaram. Não saíram, nem se esconderam em nenhum lugar da minha mente, tentando me enganar. Não. Elas permanecem ainda, mesmo que com aspecto velho, antigo. Para ser mais exata, parecem-me aquelas fotografias redescobertas em caixinhas antigas no porão de casa, ou numa gaveta trancada. As imagens na memória permaneceram. Porém, hoje, eu não sinto mais tanta falta destas pessoas como sentia nas primaveras, verões, outonos e invernos passados.
Isso me dá certo medo, pois tenho certa ilusão de que meus sentimentos congelaram, endureceram e não são mais os mesmos de ontem, anteontem ou há dez anos. Mas se quero ser realista devo deixar claro que não é exatamente isso. Acontece que o tempo passou, não parou, ele ventou e levou tudo isso que eu guardava em mim, tudo isso que se chamava apego. E também, de certa forma, me mostrou que estas pessoas não eram dignas de saudades minhas. Não estava certo que eu chorasse todas as noites, molhasse o travesseiro de lágrimas todas as manhãs e pedisse em pensamento que elas voltassem. Eram pessoas, incertas. Não mereciam. Eu não merecia.
Mesmo que depois de algum tempo eu tenha percebido que de nada valia chorar, e sei lá, agradecer muito e muito o tempo por ter passado, hoje, com toda a certeza, eu não deixaria esse mesmo tempo juntamente com o vento, passar pela janela da minha sala outra vez. Pois além de me ensinar a me desapegar menos e conhecer mais as pessoas ele também me ensinou a perdoar, a dar oportunidades, novas chances e conhecer os valores e a harmonia que outras pessoas podem me proporcionar.
por Samanta Carolina
Assinar:
Postagens (Atom)